Angra do Heroísmo, Açores, 11 nov 2017 (Ecclesia) – A formação humana é o maior desafio dos Seminários hoje, defende o responsável pela instituição de formação dos futuros sacerdotes nos Açores.
“A formação humana é o maior desafio de qualquer Seminário porque queremos pessoas ricas em humanidade, na capacidade de acolher, estar com as pessoas, ser humilde e servir”, afirmou o padre Hélder Alexandre, reitor do Seminário de Angra, à Agência ECCLESIA.
O responsável pela instituição diocesana sublinha o objetivo de formar rapazes “à imagem do Cristo Bom Pastor” e do papa Francisco, “nos gestos de acolhimento e no sorriso”.
As vocações nascem de comunidades concretas “com desafios próprios de jovens de hoje e as qualidades têm que se potenciadas sempre num discernimento sério para retirar elementos que podem não ser adequados ao Evangelho”, traduz o sacerdote sublinhando que o padre não pode ser “um homem fechado no seu mundo isolado”. “A Igreja não pode estar assim fechada”, observa.
“Está prevista uma vigília de oração porque o segredo da pastoral vocacional é a oração. Não se pode medir a dimensão do trabalho neste sector. Este é um trabalho que se faz assim, devagarinho, como chuva miudinha”, indica o reitor do Seminário de Angra.
Os seminaristas em Portugal eram 547, entre diocesanos e religiosos, no ano 2000, e apenas 474 em 2012, o mínimo do século XXI; o número de candidatos voltou a crescer e em 2015 havia 551 seminaristas (diocesanos ou de ordens religiosas) em todo o país.
Fonte: Ecclesia

