Aqui vivem dois milhões de pessoas que fugiram da guerra na Síria e no Iraque. A Fundação Ajuda à Igreja que Sofre, que está de visita ao Iraque e ao Líbano, fala em “situação dramática”

Prioridade: realojar
Catarina Martins ficou surpreendida com a capacidade que a Igreja e as várias organizações não-governamentais no terreno tiveram de se organizar e acolher quem fugiu. “Aqui já não há tendas, todos estão em contentores”, explica.
A prioridade é realojar estas famílias em casas, mas vai continuar a ser preciso enviar ajuda para os bens essenciais. “É preciso muita ajuda, porque estas pessoas perderam tudo e não têm absolutamente nada. Houve quem saísse a pensar que seria apenas por um dia ou dois”.
A realidade, porém, é outra e o regresso pode levar muito tempo. Também há quem não queira voltar. “Muitas pessoas que encontrei pediram apenas ajuda para fugir, não querem regressar às casas que tinham porque está tudo destruído, perderam familiares e não conseguem viver mais aqui. Todos os dias sai muita gente”.
A responsável pela AIS em Portugal diz que esta visita está ser “muito intensa e emotiva”, com inúmeros exemplos de gente que perdeu tudo, menos a fé. “Temos visto situações muito complicadas em termos humanos, mas também testemunhos de fé fortíssimos, pessoas que perderam tudo e não têm nada, mas continuam a acreditar em Deus e a confiar que lhes dará tudo o que necessitam”.
A visita da delegação internacional da AIS vai prolongar-se até 31 de Março.

Fonte: Rádio Renascença

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