Quarenta dias após a Ressurreição, a Igreja celebra a Ascensão do SENHOR aos Céus, onde Ele está sentado à direita do Pai, conforme professamos no CREDO. Após a Páscoa, Jesus não apareceu aos seus discípulos para reivindicar seu posto de Mestre ou implantar um teocrático reino de Deus no mundo, como muitos achavam que Ele devia ter feito durante sua vida terrestre. Através da Ressurreição Jesus volta para nós glorioso. Assim, paradoxalmente, ao celebrarmos a entrada de Jesus na sua glória, não celebramos uma despedida, mas um novo modo de presença. Sua promessa foi muito explícita: «“Eis que estou convosco todos os dias até a consumação dos séculos.» (Mt 28,20). De facto, a partir desta promessa celebramos «Emanuel» (Deus connosco) com mais certeza.

Esperar o Senhor até que Ele venha não deve provocar em nós uma alienação. Viver esta expectativa, viver esta espera, exige de nós atitudes concretas, pois viver com a mente no céu não nos dispensa de estar com os dois pés firmes no chão. Tal admoestação foi feita pelos anjos para alertar que esta segunda vinda do Senhor exigirá uma preparação constante. Pois se o seu nascimento aconteceu de maneira despercebida, rodeado apenas pelos pastores e animais, mas da próxima vez, terá outra relevância.