Querida Maria, Nossa Senhora de Fátima, faço com o passado centenário encontro a 13 de Junho, a presente e certeza desta minha humilde oração.
VOSSEMECÊ QUE ME QUER?
Eu todo para ti, como um pequeno filho me quero voltar a assentar em ti para te perguntar bem de perto. Coloco-me assim diminuto e bem apertado a ti, ò minha Mãe. Ambiciono apenas estar no teu regaço tal como Jesus se dispôs como teu filho, onde como tu, ó Maria, a Bem-aventurada o alimentaste neste teu santo colo. Qual peito do teu Imaculado coração, lugar onde primeiramente o Teu Filho e meu Salvador residiu, tanto em Belém, como no Egipto, como em Nazaré e tão dolorosamente como no Calvário. É neste mesmo colo, lugar imutável de Cristo, que eu mesmo desejo estar, bem perto de ti, para te escutar à minha repetida pergunta de filho e discípulo teu muito amado: vossemecê que me quer?
Que me queres de mim teu filho senão que eu seja a ovelha alegremente por vós encontrada no meio de tantas comigo perdidas? Encontra-me ó Mãe, pega-me e deixa-me abraçar-te.
Deixa-me apenas alegrar-me contigo saboreando o teu Júbilo Celeste que agora me trazes da tua Casa para a tua casa onde és também Rainha. Maria, minha Mãe, nada mais quero, apenas nós os dois na mesma casa, “queria pedir-lhe para nos levar para o Céu!”.
Hoje ainda aqui, ofereço-te como tu pedes… rosas! Uma a uma, dia-a-dia, em Júbilo em arranjos de cinquenta, ou triplicando transfiguram no mais belo Rosário, oferecidos pessoalmente enquanto me aqueço e me alimento da tua oferta, do teu peito, do teu divino leite e mel, seiva do teu transbordante Imaculado Coração. Assim aqui mesmo me afirmo: Tenho Mãe! Quero continuar a beber-te, tu em mim e eu em ti. Maria que nada nos volte a desapegar quando por fado, por alegria, por tristeza, por saúde, por doença, por ofensa, por cansaço, por pecado… nunca pare de desfiar e te de oferecer o rosário, que por vezes, como tantos irmãos, choro a rezar.
Ó Mãe! Choro na ausência de alguns entes queridos que foram grandes companheiros que habitam na minha saudade. Saudade que a Esperança não me engana, mas te pergunto na fragilidade da minha Fé, estão contigo no Paraíso? Neste nosso calor que aquece tantos frios meus… imploro-te que os encontres como agora fizeste comigo. Eles também são teus e tanto mais precisam de Ti como eu aqui contigo. E, por possível ausência de rosas no caminho em estes meus amados estão a peregrinar, ofereço-te eu mesmo como se da própria mão deles saísse, este belo Rosário com as mais belas rosas do meu jardim, ó minha e nossa Mãe.
Ó Cheia de Graça leva-nos todos para o Céu! Como uma gota de água, que no meio de um oceano, espera pela força da Luz do nosso verdadeiro Sol. Eleva-nos constantemente e lentamente para o Céu, num estado mais puro e cristalino que hoje aqui contigo me reconheço envolvido n’Ela, submergido em Deus.
Querida minha Mãe… aceita esta minha carta e que jamais de ti me desapegue agora e na hora da nossa morte. Amém
Pe. Marcos Castro
13/07/2017—Centenário 2ª Aparição

